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Cuidados com os cães braquicefálicos

Categoria: Especialização em Raças Data: 25 de julho de 2017
Cuidados com os cães braquicefálicos

À primeira vista o nome já assusta: “Braquicefálicos”? O que viria a ser isso?

Nome complicado, explicação simples: são os cães de raças que têm a carinha “amassada” e cabeça curta. Por sua anatomia, têm que ser tratados com cuidados bem específicos.

Algumas raças braquicefálicas:

Buldogue Francês, Buldogue Inglês, Boxer, Boston Terrier, Pug, ShihTzu entre outras.

Se você constatou agora que seu amigo é um cão braquicefálico e você nem sabia, conheça um pouco mais a respeito e melhore a qualidade de vida de seu amigo.

Essas raças apresentam síndromes respiratórias – dificilmente todos os sintomas num mesmo cãozinho – mas aos quais é preciso conhecer e estar atento, para prestar os cuidados necessários a cada aspecto.

– As narinas podem ser estreitas demais (em casos extremos, exige-se cirurgia).

– Traqueia estreitada – exige-se acompanhamento regular.

– Roncam muito (por ter a carinha curta, e a passagem nasal estreitada).

– Os olhinhos “saltados” fazem com que o risco de se soltarem das órbitas por acidentes sejam mais frequentes, exigindo intervenção cirúrgica.

Também os torna mais propensos a secura nos olhos, irritações e acidentes:

– já que ficam muito expostos

– Arfam mais, pois como arfar é o modo de os cães se “refrescarem”, seu focinho curto dificulta esse processo.

Todos esses aspectos são resultado de centenárias (ou até milenares) gerações de cruzamentos tentando alcançar uma determinada aparência, sem levar em conta os riscos à saúde do bichinho…

É claro que, felizmente, nem todos apresentam grandes “anormalidades”, mas a atenção é sempre necessária.

Cuidados

Agora já sabemos que esses adoráveis “amassadinhos” requerem uma atenção toda especial. Eles não conseguem aspirar o ar como as outras raças. Para cuidarmos melhor deles é aconselhável seguir alguns passos básicos:

– Evitar expô-los ao calor e criar um ambiente fresco em casa (definitivamente, eles não são cães de quintal);

– Eles são vulneráveis a hipertermia – que é a temperatura muito elevada.

– Seus exercícios físicos têm que ser leves, passeios curtos (máximo de 10 a 15 min); eles podem passar mal com certa facilidade;

– Os cuidados com sua hidratação devem ser redobrados;

– Brincar sempre em lugares bem frescos e ventilados (água e gelo são bem vindos);

– Nunca o leve para acompanhá-lo a corridas e caminhadas;

– Esteja sempre atento à saúde dos olhinhos, para que estejam hidratados, brilhantes e sem irritações;

– Cuide bem de sua saúde oral, já que o pouco espaço nas mandíbulas faz com que os dentinhos sejam mais encavalados e apertados, dificultando a limpeza e gerando doenças periodontais quando ainda estão novinhos;

– Observe bem a pele e as dobrinhas para que qualquer alteração na pele bem sensível seja detectada e tratada preventivamente;

– A raça costuma nascer de partos cesáreos que precisam ser bem monitorados, por isso é bom evitar que cruzem e a castração é bastante aconselhada, o mais cedo possível de acordo com o veterinário, claro;

– Prefira as coleiras peitorais;

– Cuidado extra nas viagens (em caso de aviões eles não devem ser transportados e sim viajar no colo do dono);

– Esteja sempre atento ao banho que ser realizado por pets especializados e profissionais treinados e gabaritados

Sim! Se o seu amiguinho é tão fofo e especial com essa carinha amassadinha, merece que você conheça cada detalhe para que ele seja feliz.

Quer saber mais sobre raças, saúde, higiene, generalidades da área veterinária e pet?

 

 

 

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