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4 tipos de câncer que podem afetar seu cão

Categoria: Clínica Veterinária Data: 12 de novembro de 2018
4 tipos de câncer que podem afetar seu cão

O câncer é uma doença maligna. Somente no Brasil, ela mata mais de 223 mil brasileiros todo ano. Os números são alarmantes e já é um dos principais males da nossa geração.

Estudos apontados pela Organização Mundial de Saúde – OMS afirmam que, no início do século, 152 mil brasileiros morriam por ano da doença. Ao final de 2015, essa taxa chegou a 223,4 mil. Hoje, o câncer é a segunda causa de mortes no país, superado apenas por doenças cardiovasculares.

E o câncer não atinge somente humano, os pets também são atingidos e muitos deles morrem por causa do câncer. Assim como nos humanos, o diagnóstico prematuro é vital para o tratamento e superação da doença.

Saber como detectar o câncer nos cães é uma informação valiosa para garantir o melhor tratamento para seu pet e garantir sua sobrevivência.

4 tipos mais comuns de câncer que podem afetar seu Pet

É fato que qualquer tipo de câncer presente em humanos, pode afetar também os cães, no entanto, estudos apontam, que pelo menos 5 deles são mais freqüentes. E são eles:

Câncer de Pele em cães

O Câncer de pele em cães se deve geralmente à formação de um carcinoma na camada mais externa da pele. No caso do câncer de pele, existem tumores mais invasivos que outros, considerados malignos.

Alguns sinais aparentes podem ser observados para diagnosticar um câncer de pele no seu cão, são eles:

  • Uma massa de pele branca.
  • Caroços na pele, cujo centro fica escuro e se abre numa ferida.
  • Sangramentos eventuais nas feridas que aparecem na pele.

Por isso, é importante observar qualquer alteração na pele do animal e levá-lo ao veterinário.

O câncer de pele ocorre com mais frequência em cães pequenos e de pelos claros. Já nos cães grandes, de pelos pretos, o câncer de pele se manifesta principalmente em suas extremidades. Estes tumores são mais comuns nos cães machos e adultos, já que as fêmeas têm mais propensão ao câncer de mama.

A principal causa do câncer de pele em cães é a exposição excessiva aos raios UV. Por isso, assim como é orientado a humanos, com relação aos cuidados com o sol, uso de proteção adequada serve para o seu cãozinho, que são estes:

  • Limitação a exposição ao sol, pois os passeios devem ser realizados antes das 10 horas e após as 16h.
  • Em situações onde o animal estará muito tempo exposto ao sol, deve ser aplicado nele o protetor solar, sobretudo no nariz, orelhas e extremidades, já que estas regiões são propensas.

Uma orientação simples, mas eficaz, que pode salvar a vida do seu pet é fazer sempre um exame diagnóstico na hora do banho e dos carinhos, apalpando o animal para identificar qualquer possível anomalia. Caso encontre alguma, procure o veterinário.

Câncer de mama em cães e gatos

Sendo um dos mais recorrentes e perigosos, o câncer de mama em cães e gatos ainda é o tumor mais comum entre as cadelas e gatas.

Os felinos têm maior probabilidade de malignidade, de 80% a 90%. Já os cães têm a probabilidade entre 50% e 60%. Assim como nos humanos, é muito raro que os machos tenham esse tipo de câncer.

Quando é indicado fazer o exame diagnóstico?

O indicado pelos especialistas é fazer o exame em cadelas e gatas a partir dos cinco anos. Quando detectado qualquer carocinho, por menor que seja, deve-se levar o animal ao veterinário o mais rápido possível. Como qualquer outro tipo de câncer, quanto mais cedo for diagnosticada a doença, mais probabilidade de sucesso terá o tratamento.

Quais fatores contribuem para que o pet desenvolva esse tipo de câncer?

A ração é conhecida por todos como sendo a grande vilã no aparecimento de todos os cânceres, no entanto, tal afirmação ainda não foi comprovada cientificamente.

Tudo que podemos dizer é que hoje evoluímos muito em relação à nutrição animal, e por isso, os animais se alimentam melhor, ganham mais qualidade de vida e por isso estão vivendo mais.

A causa do câncer em pets não tem uma única origem. No entanto, alguns fatores podem aumentar as chances das pacientes em terem câncer nas mamas, como poluição, predisposição genética, alimentação errada e até fumaça de cigarro.

Outro alerta é com relação ao uso de meios contraceptivos utilizadas em cadelas e gatas não castradas. A utilização desse tipo de contraceptivo aumenta muito a chance de ter esse tipo de doença. A explicação é porque esse tipo de medicamento nada mais é do que hormônio. Quanto mais hormônio circulando no organismo do animal, maior a predisposição de ter um câncer de mama.

Como prevenir o câncer de mama em cães e gatos?

A castração ainda é a melhor forma de prevenir o câncer. Quando é feita antes do primeiro cio, as chances do pet ter câncer cai para 0,5%.

Um mito comumente difundido entre as pessoas é de que cruzar as fêmeas evita tumores de mama. Fêmeas que cruzaram ou não, podem desenvolver igualmente câncer de mama. Não há nenhuma relação entre o câncer e a maternidade.

Uma dica para os proprietários é que eles criem o hábito de palpação dos pets. Nos momentos em que o animal estiver relaxado em casa, sempre que possível, deve aproveitar e investigar se há pequenas bolinhas (nódulos) ou algo anormal no animal. Isso irá auxiliar no diagnóstico precoce caso o pet tenha algum indício da doença.

Os principais sintomas são:

  • Dores
  • Inchaço ou aumento das mamas
  • Presença de secreções, caroços na região das mamas ou próximo a ela.

Caso seja identificado algum caroço, sua cadela ou gata deve ser encaminhada para o médico veterinário imediatamente. Se encontrar algo, por menor que seja (do tamanho de grão de areia ou grão de arroz), leve ao veterinário. Um erro comum é esperar para ver se o caroço vai crescer ou sofrer mutação. Esse tempo de espera pode ser fatal para seu pet.

Câncer de ossos

O câncer de ossos em cães e gatos é cientificamente chamado de osteossarcoma. Esse tipo de câncer tem maior ocorrência em cães.

Esse tumor maligno afeta diferentes regiões e órgãos do corpo do animal de maneira bastante agressiva e dolorosa. Os cães machos que pesam mais de 25 quilos têm maior incidência nesse tipo de câncer. A doença, na maioria dos casos, começa a se desenvolver na região dos joelhos e cotovelos dos cães e, embora possa afetar animais de todas as idades, é mais frequente em cachorros adultos e idosos.

Não há definição exata quanto a causa desse tipo de câncer nos pets, no entanto, acredita-se entre os profissionais que a principal causa é uma predisposição especial de algumas raças a desenvolver a doença. São elas: Rottweiler, Golden Retriever, Dobermann Pinscher, Boxer, Weimaraner, Greyhound, Labrador Retriever, Terra Nova, São Bernardo, IrishWolfhound, Pastor Alemão, Dogue Alemão, Bernese Mountain e Cão de Montanha dos Pirinéus.

Outras raças não estão totalmente isentas de serem acometidas pela doença. Isso porque, além da predisposição, a maioria dos afetados faz parte do grupo de raças classificadas como grandes ou gigantes – sendo o porte e o peso destes animais uma das possíveis causas para o aparecimento do problema.

Câncer de próstata

A incidência desse tipo de câncer nos animais é menor do que nos humanos, mas ainda assim é uma doença alarmante, pois poucos bichos resistem ao tratamento quando a doença está em fase avançada.

O diagnóstico, assim como em outros tipos de câncer, parte da proximidade que o dono mantém com seu pet. Fazer diagnósticos e exames periódicos fazem toda a diferença no combate a doença.

Alguns sintomas, se observados, podem ajudar a diagnosticar o câncer em fase precoce e salvar a vida do animal. Quando há incidência da doença, o animal lambe excessivamente o pênis, apresenta secreção com sangue ou esverdeada, tem dificuldade para defecar, dores, anormalidade para andar e perda de peso.

Se perceber estes sintomas, é indicado levar o cão o mais rápido ao veterinário para ser realizado o exame de toque retal, além de exames de imagens e de sangue.

A importância do tratamento

Uma tumoração que cresce muito rápido, pode ser maligna. Se não for retirado, corre o risco de se espalhar pelo organismo e assim condenar seu animalzinho ao óbito. Assim que ocorre o diagnóstico, o paciente passa por uma triagem de exames (ultrassom de abdome, raio-x de tórax e exames de sangue) para precisão do diagnóstico.

Dependendo do grau de malignidade, pode haver a necessidade de fazer cirurgia e quimioterapia. Esse tratamento, assim como nos humanos, pode causar quedas de pelos, enjoo, diarreia e até vômito. Mas é um processo que o animal terá que passar se necessário. Nesse momento o importante é dar muito carinho ao seu bichinho e seguir as orientações do médico veterinário.

Se seu pet está apresentando alguns desses sintomas, não se desespere. Assim como acontece com os seres humanos, um sintoma não caracteriza por si só como essa doença grave. Tumores benignos também possuem sintomas bem parecidos ao tumor da próstata. Por isso, a melhor opção nesse momento é procurar um médico veterinário, para que este possa fazer os exames necessários e dar um diagnóstico preciso quanto a situação do animal.

Precisa de ajuda? Percebeu algum comportamento estranho em seu Pet? Está com alguma dúvida? Converse com nosso Médico Veterinário!

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